Município

Diamante D'Oeste

Entre cachoeiras, rios e aldeias guaranis, Diamante D’Oeste é um destino que surpreende pela diversidade cultural e natural.
Visite as aldeias Tekoha Anetete e Itamarã, onde a cultura Ava-Guarani se mantém viva através de trilhas, artesanato e contato com a natureza preservada. O Saltinho do Rio São Francisco Falso oferece um cenário de rara beleza, enquanto o Museu do Sítio Morada do Sol e a Gruta Nossa Senhora de Lourdes completam uma visita histórica e espiritual inesquecível.

Diamante D’Oeste é um município brasileiro do estado do Paraná, localizado na Costa Oeste do estado. Com população estimada em 4.557 habitantes, (IBGE 2023) o município tem como base a agropecuária com destaque para o cultivo de feijão, soja, milho e mandioca e a criação de bovinos, suínos e aves.

Diamante D’Oeste faz divisa com os municípios de Vera Cruz do Oeste, Ramilândia, Santa Helena e São José das Palmeiras.

O acesso principal ao município se dá pela Rodovia Pr 488 (Rodovia Coluna Prestes).

Uma característica peculiar do município é a presença de povos indígenas, distribuídos em duas Aldeias da etnia guarani.

Muito fácil chegar ao município através da rodovia Pr 488 em bom estado de conservação. Estamos a 90 km de Cascavel e a 150 km de Foz do Iguaçu, ambas cidades com aeroportos.

O conhecimento da Região Oeste do Paraná na qual estamos inseridos geograficamente, já datam de tempos remotos. Sabemos que por volta de 1541, expedições do espanhol D. Álvaro Cabeça de Vaca, partiu do litoral catarinense chegando em Assunção, no atual Paraguai, com sua comitiva formada por 250 homens e 26 cavalos, passou pela região de Curitiba e pelo caminho de Peabiru, chegou a Foz do Iguaçu. Dom Álvaro Cabeça de Vaca é considerado o descobridor das Cataratas.

No decorrer de nossa história outro fato importante vem marcar a nossa região, a Guerra do Paraguai, acontecida em 1865 e com a vitória Brasileira os limites de Foz do Iguaçu passaram a ser Colônia Militar do Iguaçu.

A diretoria da Colônia Militar do Iguaçu expedia títulos preventivos e de posses definitivas. Em nossa região as concessões de terras tiveram inicio em 1901, feitas em favor do Argentino Domingos Barthe.

Foi ele um dos maiores concessionários de terra em nossa região. Com suas obras e companhias colonizadoras desenvolveram extensa exploração da erva mate e madeira, empreendendo uma efetiva colonização nas regiões dos terrenos de Paz, São Domingos, Pequery, Santa Helena, Barro Preto, São Francisco e Diamante.

Portanto a história de Diamante D´Oeste, está diretamente relacionada com a história da ocupação social e econômica da região oeste do Paraná, onde migrantes oriundos das regiões Norte e Sul, se arraigaram à nossa região e se adaptaram as novas condições de clima e solo, num período que também coincidiu com o desenvolvimento do Paraná como um todo.

Diamante D´Oeste começou a desenvolver-se com a chegada de vários grupos de imigrantes dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que aqui chegaram com ideias de explorar as riquezas naturais e cultivar o solo.

O primeiro nome que Diamante recebeu, foi Pouso Diamante, devido ao fato dos tropeiros e viajantes passarem suas noites. Quanto ao nome Diamante, os pioneiros do lugar dizem que devido ao fato de um grupo de tropeiros ao passarem por aqui, avistaram um riacho para saciar sua sede, e ao depararem com a limpidez da água exclamaram: – “que água mais límpida! Mais parece um Diamante!”

Mais tarde recebeu o nome oficial de Diamante D´Oeste por encontrar-se localizada no Oeste do estado do Paraná.

Desde o inicio de sua colonização a partir de 1962, passou por um acelerado processo de crescimento, notadamente na Zona Rural. As primeiras culturas a serem cultivadas foi o Rami, Café e hortelã. Com a erradicação da cultura do café e hortelã houve a evasão de enumeras famílias a procura de outros centros produtivos.

Conseguimos nosso reconhecimento como Distrito Administrativo em 16 de Julho de 1979, onde já possuímos uma comunidade coesa, que já dava os primeiros passos para uma melhor organização política.

Em 1970 foi construída a primeira igreja “Nossa Senhora Aparecida”
Em 1972, foi eleito o primeiro Vereador o Sr. Zeno José de Andrade
Também em 1972 foi criada a primeira Escola de 1º grau
Ainda na década de 1970, foi instalada a Luz elétrica,
Em 1980, foi instalado o Banco do Estado do Paraná – Banestado
Também foi inaugurado o Asfalto PR 488, que corta o Município de leste a Oeste, ligando os Municípios de Vera Cruz do Oeste e Santa Helena.
Em 1982, foi inaugurada a Linha Telefônica
Em 1983, foi implantado o Sistema de Água – SANEPAR
Em 1988, foi criado o Colégio de 2º grau
Em 29 de novembro de 1987, foi realizado o plebiscito para emancipação política, com resultado positivo.
Em 21 de dezembro de 1987, o então Governador Álvaro Fernandes Dias, assinou a Lei de Criação do Município de Diamante D´Oeste_ Lei Estadual n? 8.674, desmembrando-o do município de Matelândia.
Em 15 de novembro de 1988, realizou-se a primeira eleição para Prefeito, Vice e Vereadores.
Fonte de Pesquisa: Jornal O Diamante de 28 de janeiro de 1994 – ano I e nº 001 – Prefeitura Municipal de Diamante D´Oeste – (Secretaria Municipal de Educação Cultura e Esporte)

Na segunda Legislatura, mais precisamente no ano de 1994, com aprovação da Câmara Municipal, houve a mudança da data de Emancipação Política. Transferindo de 21 de Dezembro para 01 de Dezembro. O autor do projeto de Lei, o vereador Edson Luiz de Almeida, justifica que tal transferência se dá em virtude das dificuldades encontradas nas programações da antiga data, quando dificilmente podia se trazer autoridades de fora do município, sem contar que nessa data, principalmente alunos e professores já estão em período de férias, o que dificulta a participação de boa parte deles nos eventos comemorativos. Vejamos algumas opiniões a respeito da mudança:

(Irene Macali – Professora: “é bem pensada pois se formos envolver alunos em qualquer atividade, eles já estão no período de férias onde dificulta qualquer participação”).

(Sonia Dal Moro – Secretaria: “a mudança é realmente algo mais compatível a vida comercial e também a vida de todos os municípios”).:

(Antônio Benedito Prodozzimo – Professor: “analisando com o pensamento voltado para os registros históricos do município, não gostaria que fosse mudado. A história do povo não muda. O que torna mais sensível, satisfatório, é a originalidade dos acontecimentos, embora que entendo que as necessidades obrigam e exigem as alterações.

Pensando nas realizações da comemoração do aniversario do município, a data de 21 de dezembro, em que todas as pessoas estão voltadas para as festas de final de ano, e isto faz com que a concentração da população esteja mais particular do que no coletivo do Município. Essa circunstância pode gerar uma desatenção por parte dos moradores e criar dificuldades na busca de uma identidade com um bom desenvolvimento para o município.

Permanecendo esta data, as comemorações exigirão maio esforço por parte das autoridades e até dos moradores, mas isto pode ser conciliado com as demais festas

Fonte de Pesquisa: Jornal O Diamante de 28 de outubro de 1994 – ano I e nº 10 – Responsável: Amarildo Ap. Silva

DADOS POLITICOS

Seu primeiro Prefeito foi ALBERI HAMERSKI PINHEIRO (PMDB), tendo como Vice Wenceslau Pires (PMDB) – Eleito com 1.824 votos. Gestão de 01 de janeiro 1989 à 31 de dezembro de 1992.

Fonte de Pesquisa –Boletim de Urna (Justiça Eleitoral – T.E.R.– 15/11/1988) – Responsável: Amarildo Ap. Silva

CARACTERIZAÇÃO DO MUNICIPIO

Diamante D´Oeste, é dotado dos seguintes recursos naturais:

Clima: classificado como tropical, temperatura varia de 18º e 25º C.

Regime Pluviométrico: bom, com fases maiores de chuva nos meses de março e abril e agosto à outubro.

Área total de 293,2 Km2

Topografia:

– Plana: igual a 30%

– Ondulada: igual a 20%

– Montanhosa: igual a 50%

Coordenadas Geográficas: Latitude igual a 24º, Longitude igual a 54º e Altitude igual a 540 mts acima do nível do mar.

Fonte de Pesquisa: Prefeitura Municipal de Diamante D´Oeste – (Secretaria Municipal de Educação Cultura e Esporte) – (Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente) – (Departamento de Engenharia Civil)

HIDROGRAFIA

O município de Diamante D´Oeste é delimitado por dois rios principais: – Rio São Francisco que corta o município no sentido Leste – Oeste e encontra-se na linha poligonal fazendo limitações com Município de Ramilândia e Santa Helena. E o Rio Corvo Branco que faz divisa com os Municípios de São Jose das Palmeiras e Santa helena.

O Rio São Francisco Falso, é tido como principal para a implantação e desenvolvimento da mata ciliar, pois o mesmo corta o município e faz divisa com o Município de Santa Helena. Cabe lembrar que o Rio São Domingos é afluente do mesmo, sendo que este tem sua nascente no Município de Ramilândia e torna-se Foz do Rio São Francisco na comunidade da Linha São Francisco, vindo a desaguar no Lago de Itaipu, pelo Município de Santa Helena.

* Rio São Domingos – Extensão – 6.500 metros

* Rio São Francisco Falso – Extensão – 39.000 metros

* Córrego Santa Inês – Extensão – 4.500 metros

* Córrego Bom Sucesso – Extensão – 6.000 metros

* Córrego Lagoinha – Extensão – 6.500 metros

* Córrego Tamandaré – Extensão – 4.200 metros

* Córrego Barreirão – Extensão – 3.800 metros

* Córrego Jacaré – Extensão – 4.500 metros

* Córrego São Cristóvão – Extensão – 5.800 metros

* Córrego Santa Maria – Extensão – 5.000 metros

* Córrego Santa Terezinha – Extensão – 6.000 metros

* Córrego Paraíso – Extensão – 4.300 metros

Fonte de Pesquisa: Prefeitura Municipal de Diamante D´Oeste – (Secretaria Municipal de Educação Cultura e Esporte) – (Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente) – (Departamento de Engenharia Civil)

EXTENSÃO GEOGRÁFICA DO MUNICÍPIO

* Área Terrestre: 293,2 Km2

* Área Rural: 291,09 Km2p

* Área Urbana: 1,03 Km2

Fonte de Pesquisa: Prefeitura Municipal de Diamante D´Oeste – (Secretaria Municipal de Educação Cultura e Esporte) – (Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente) – (Departamento de Engenharia Civil)

Consta que os trabalhadores, durante uma pausa no trabalho, levantaram a questão sobre o nome apropriado para cidade que estava a surgir. Foram sugeridos nomes como Ivete, filha de um dos migrantes, e Ibiapó, que em tupi-guaraní significa Terra do Trabalho. Mas, ao avistarem um clareira, encantaram-se com a beleza do céu, de um azul muito intenso, que contrastava com o verde das matas. Assim, como Céu Azul a localidade foi batizada, em homenagem à exuberante natureza do local.

COMUNIDADE MANTO SAGRADO: Comunidade Manto Sagrado, localizada no sítio de propriedade de Vilmar Schons, na Linha Vila Bonita. O local possui espaço para acolhimento, celebrações e uma gruta com a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Telefone: (45) 9 9952-1437
ALDEIAS INDÍGENAS: O aldeamento indígena, com população aproximada de 400 pessoas, é formado por duas comunidades: Aldeia Tekoha Anetete e Aldeia Tekoha Itamarã. Essas comunidades são abertas à visitação, onde o turista, além da possibilidade de conhecer um pouco da cultura Guarany, tem contato com a natureza preservada, passeios em trilhas e artesanato indígena.

Telefone: (45) 3272-1226
SALTINHO DO RIO SÃO FRANCISCO: Queda d’água no curso do Rio São Francisco Falso, nas proximidades da Aldeia Indígena Tekoha Itamarã. Local de rara beleza, com contato direto com a natureza. No local é possível a prática de esportes aquáticos.
MUSEU DO SÍTIO MORADA DO SOL: O sítio Morada do Sol, propriedade rural do senhor Cesar Benedito Serafini, foi transformado em museu. O espaço é um celeiro de antiguidades, onde há relíquias como trilhadeira, lampeões, máquinas de moer café e muito mais.

Segmento: Turismo Cultural

Telefone: (45) 3272-1226
GRUTA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA: Gruta localizada no sítio de propriedade de Vilmar Schons, na Comunidade Manto Sagrado, Linha Vila Bonita. A gruta possui uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, além de ser local para celebrações.

Telefone: (45) 9 9952-1437
CACHOEIRA DO ASSENTAMENTO: Localizada há 8 quilômetros do centro de Diamante D’Oeste, a Cachoeira do Assentamento é um lugar de muita natureza exuberante.

O espaço, no entanto, não tem nenhuma infraestrutura de lanchonetes, banheiros e nem lixeiras. Portanto, quem for visitar a Cachoeira do Assentamento, deve levar o lixo junto, para que não sejam despejados no rio ou na mata.

Telefone: (45) 3272-1226